Como nasceu o Esquálidus?

Como nasceu o Esquálidus?

Como nasceu o Esquálidus?
Durante as primeiras aventuras, o Esquálidus não falava. Ele se comunicava com o Mickey através de gestos. Mas, depois de algum tempo, ele não só passou a falar, como, com a ajuda de uma espécie de máscara, passou a comunicar-se em todos os idiomas. Ele também consegue entender a linguagem dos animais, das plantas e até dos objetos. A única coisa estranha em relação à fala do Esquálidus é que ele coloca um P antes de quase toda palavra que pronuncia. Ou melhor, ele pcoloca um P antes pde pquase ptoda palavra que pronuncia. O Esquálidus levita, atravessa paredes, prevê o futuro, sua força é descomunal e sua capacidade criativa chega a assombrar os maiores gênios da humanidade. A alimentação do Esquálidus é um caso à parte: ele prefere comer penas, borracha, palha de aço e outras coisas ainda mais estranhas. Além disso, sente-se mal na presença de dinheiro, como que a prevenir todo mundo de que isso "não traz felicidade". O Esquálidus possui um animal de estimação, o Pflip. Mas não se trata de um cão e sim de um gazecaradràursa. O Pflip tem muitas semelhanças com o Esquálidus: o corpo fino, a cabeça grande e poderes extraordinários. O Esquálidus apareceu em 1947, no mesmo ano que o Tio Patinhas, e foi mais uma das geniais criações dos Estúdios de Walt Disney. Suas histórias foram inicialmente publicadas pela Editora Abril durante o ano de 1952.
Em 1976, o Esquálidus foi relançado com enorme sucesso e voltou a conquistar o carinho do público. E durante a década de 50, o nosso pequeno herói alcançou enorme sucesso, mas revista O Pato Donald nº 63, foi publicada uma carta de um leitor de Blumenau, Santa Catarina, que pedia aos editores para não mais publicarem as aventuras do Esquálidus. Sabem qual foi a conseqüência dessa carta? Criou-se uma polêmica entre os leitores, e duas páginas da revista O Pato Donald foram delicadas ao Caso Esquálidus. E isso ocorreu porque, uma semana depois de publicada a carta do leitor de Blumenau, parecia que o m vinha abaixo, tamanho entusiasmo demonstrado pelos fãs do Esquálidus. Milhares de crianças escreviam à redação da revista pedindo o personagem ficasse. O Esquálidus ficou tão emocionado, que não teve palavras para agradecer. Mesmo assim, o nosso herói não triste com o menino de Blumenau porque, como ele mesmo disse: "pfoi pgraças à psinceridade pdele que pfiquei psabendo pcomo todo pmundo do pgosta de pmim".

Ilustração de Carlos Gomes de Freitas II, que se destaca pelos desenhos que faz dos personagens Disney
ENTRAR numa caverna desconhecida, ainda que para abrigar-se de uma tempestade, não é lá muito recomendável. Você pode perder-se, cair em buracos profundos e até mesmo encontrar uma fera. Com o Mickey, certa vez, não só aconteceu tudo isso, como ele conheceu um homenzinho de corpo estranho e poderes sobrenaturais de quem tornou-se amigo e a quem deu o nome de Esquálidus. O que o Esquálidus estava fazendo naquela caverna, ninguém até hoje sabe. Mas o fato e que ele vinha do futuro, de um mundo quinhentos anos mais adiantado do que o nosso. E seus primeiros contatos com a realidade do nosso mundo foram cheios de confusão! O Esquálidus agia sempre de forma muito espontânea, de acordo com seu jeito de ser, e espantava todo mundo, lá em Patópolis, com atitudes como esta: